Acho que em alguma encarnação futura eu serei muito, muito rica e empreendedora. Porque as ideia para o estrelato e dinheiro não me faltam. Por exemplo, é notório que daqui a uns anos quase todo mundo vai ser freela. Tipo, ilustrador, designer, jornalista, advogado, contador, essas coisas. Essa gente toda vai trabalhar de casa. E em casa, como sabemos, é onde costuma ficar a cama, a geladeira, a televisão etc.
Nessa nova realidade, uma empresa de Capatazes certamente teria mercado. É assim: você contrata a minha empresa e às sete da manhã eu mando um funcionário altamente especializado para a sua residência. Ele te empurra pra fora da cama, enfia sua cabeça na pia e te açoita até que pelo menos 80% do seu trabalho do dia esteja feito. O capataz fica posicionado em uma cadeira atrás da sua e de frente para o seu monitor. Ao menor sinal de Twitter, ele te açoita com um chicote que tem espinhos na ponta. Se passar mais de dois minutos vislumbrando uma tela vazia, ele troca sua cadeira com nome de gente por um móvel das Casas Bahia que pinica quando você encosta o joelho no tampo da mesa.
A coisa mais parecida com o Personal Capataz que já vi no mercado é o Personal Trainer e quem já contratou os serviços desse tipo de profissional sabe que funciona. Qual seria a mágica diferença entre ir a uma academia e ter um professor particular? Complexos conhecimentos técnicos aprendidos por malhadinhos em cursos de educação física? Am ram, Cláudia, fica esperando. O Personal Trainer não serve para evitar que você tenha distensões, ele serve para te obrigar a fazer o que é certo. É um mercado de ouro. Praticamente um Grilo Falante armado.
Outra ideia que tenho é para uma loja de departamentos setorizada por problemas. Você chega na loja e se dirige ao setor que só tem roupas que ajudam a disfarçar o seu problema. Setor da Perna Grossa, Setor da Falta de Peito, Setor da Obesidade Mórbida e por aí vai. Assim você tem segurança de que todas as peças daquele setor vão te favorecer sem ter que contratar uma stylist nem ficar decorando dicas do Oficina de Estilo.
Na porta da loja teria uma funcionária especializada em detectar o problema alheio. Ela ficaria em uma salinha blindada para evitar ataques de fúria e faria o diagnóstico de cada cliente que entrasse. Isso serviria pra evitar que o cliente fosse autocomplacente e se apegasse a um problema menor. Tipo, sempre tem gorda que acha que o problema dela é falta de peito, essas coisas.
Ideias muito rentáveis. Vou começar a gastar por conta.
Juliana Cunha

Claro, e provavelmente a funcionária apta a apontar os defeitos dos outros é você, que é perfeita, certo? pffffff
Belo post, Ju. Posso postar no meu blog com referência?
Já acontece isso em lojas de maquiagem… numa dinâmica bem mais tira bom/tira mau.
Você: “Minha pele é mista”
TM: “Sua pele não é mista. Está seca. Ou melhor: ressecada. Você não tem hidratado ela, não é?”
TB: “Temos hidratantes a partir de $$$”
Você: “Eu queria comprar um corretivo.”
TM: “Para essas manchas na sua pele o corretivo não basta. Precisa de corretivo, depois a base.”
TB: “Temos base a partir de $$$ e corretivo a partir de $$$”
Não acho que funcione com quem tem a auto-estima no lugar. Mas, de fato, certas pessoas não deviam usar certas roupas; e certas roupas não deviam ser usadas, ponto.
P.S.: Obrigada pelo link!
Quem é Cláudia?
hahahahaha, atóron. morri de rir aqui Jude.
O humor contra ou com gordos é tosqueira, mas eu juro que não consigo ficar sem rir, haha.
Preciso MUITO de um personal capataz! Adorei! “Disciplina” e “foco” eu só escrevo nas minhas promessas de ano novo…
sensacional!
Social comments and analytics for this post…
This post was mentioned on Twitter by Ligia Garofalo: hoje eu precisava de um personal capataz http://mateipormenos.apostos.com/2009/12/09/personal-capataz/...
Adorei esse post, e dessa vez nem pelo texto bem escrito, e sim pelo assunto porque olha, um dia vou te contar… Sou um “poço de idéias geniais empreendedoras sem dinheiro para realizar.” Super me identifiquei.Deve ser por isso que sou pobre, advocacia não requer criatividade, daí meu talento segue atrofiando.