Confesso que quando comprei Palito eu estava meio prepotente. Algo como “Ah, sempre tive cachorro, sei como é ter cachorro”. Eu estava um pouco esquecida de que já tive outro cachorro, não esse. Nas primeiras semanas, ele começou a morder tudo e eu dizia “Tá vendo, eles mordem tudo no começo, daqui a uns meses passa”. Depois, ele começou a ficar louco por uns momentos e correr insanamente pela casa e eu dizia “Oh, cachorros, sempre correndo insanamente pela casa”.
O primeiro indício de que Palito não era uma versão magrela e depilada de Laika veio quando notei que ele não entrava debaixo da cama. Nunca. Laika adora. Pensei que pudesse ser o tamanho, mas Laika entra até debaixo de cama box. Daí, um dia, eu estava triste aqui, entrei debaixo da cama para fazer posição fetal e tal e o que levei? Focinhadas na cara. Centenas dela. Muito fortes. Ele simplesmente surtou ao me ver debaixo da cama. Laika costumava se aninhar do meu lado e ficar lá, como se dissesse: “Fica assim não, depois passa”. Já Palito é como aqueles amigos que, ao te verem mal, saem te puxando pela ruas, “Vamos lá, vamos lá, agito, reaja, nem que seja na base do focinho no olho, reaja, reaja”. E funciona, fazer o que? Nada como umas belas focinhadas na cara para o sujeito cair na real.
Juliana Cunha

Sabe, toda vez que eu posto qualquer coisa aqui recebo algum e-mail dizendo: “Ah, mas por que você posta isso e não aquilo? Eu gosto tanto daquilo”. Conotações sexuais à parte, alguém sempre vai gostar mais daquilo do que disso e eu só queria que as pessoas que frequentam esse blog compreendessem duas coisas:
- O único bom motivo para vir aqui é o diletantismo. Vale até o diletantismo de rir da minha cara, mas se o blog não te faz se divertir em alguma das milhares de acepções do termo, então não venha, não te faz bem, Paulo Coelho desaprova.
- Ninguém pode gostar de mim completamente, logo, ninguém pode gostar de tudo que aparece nesse blog. Se eu falasse de um único assunto, você precisaria concordar comigo apenas naquele ponto. Mas, falando de tudo, vai ser complicado. Não vai rolar vir aqui procurando sempre alguém que corresponda às suas opiniões. Você sempre vai me achar preconceituosa ou burra às vezes porque a gente acha isso de todo mundo que não é robô. Se você não acha, acredite, é só porque não me expressei bem.
Postei uma dica de stalkeamento e uma pessoa disse: “Ensina isso não! Tão bonito site, tão bonita a ilustra no topo. Deixa cada um no seu quadrado vai…” . Eu sei que a pessoa não fala por mal, juro que sei, mas esse tipo de comentário é o único que realmente me chateia porque a intenção não é ofender, mas é me amarrar às expectativas dela. Desculpa, mas eu sou stalker. E invejosa também. E não acredito em “inveja boa”. E gosto de decoração & de literatura, de meditação & de consumo. Não espero que ninguém goste de mim por inteiro, mas gostaria que as pessoas, se pudessem, evitassem o tom de desapontamento. Existem trinta mil blogs temáticos no ar hoje em dia, recorra a eles se você prefere uma identidade mais fixa.
“Ela olhou para mim quando as crianças no filme trouxeram os gatinhos para mostrar à mãe. Muriel adorou os gatinhos e queria que eu também os adorasse. Mesmo no escuro, podia perceber que ela se sentia afastada de mim como em outras ocasiões em que eu não compartilhei automaticamente das coisas que ela gosta. Mais tarde, quando estávamos bebendo alguma coisa na estação ferroviária, ela me perguntou se eu não tinha achado os gatinhos ‘muito simpáticos’. Já não usa a palavra ‘engraçadinhos’. Quando foi que a assustei a ponto de abandonar seu vocabulário normal? Como sou mesmo um chato, mencionei a definição de R. H. Blyth: uma pessoa é sentimental quando confere a alguma coisa mais ternura do que Deus a ela confere. Disse-lhe (pomposamente?) que Deus sem dúvida ama os gatinhos, mais, muito provavelmente, não com botinhas nas patas e em tecnicolor. Ele deixa esses toques imaginativos para os roteiristas cinematográficos. M. pensou sobre o que eu havia falado e pareceu concordar comigo, mas não deu a impressão de que o ‘conhecimento’ era muito bem vindo. Ficou lá, sentada, remexendo os cubos de gelo e se sentindo muito distante de mim. Ela se preocupa com o fato de que seu amor por mim vai e volta, aparece e desaparece. Duvida da realidade desse amor por não ser tão permanentemente alegre quanto um gatinho. Deus sabe que isso é triste. A voz humana conspira para profanar tudo que existe no mundo”. Salinger em “Carpinteiros, levantem bem alto a cumeeira”.
Juliana Cunha

Nunca vou entender porque tem blog especializado em tecnologia, em consumo, em maquiagem, em perda de peso e eu não conheço um único blog especializado em stalkeamento. Falta de visão. Se você quer começar um blog e já quer chegar chegando, batendo os acessos do Uol e tudo, sugiro que fale sobre técnicas e ferramentas de stalkeamento porque esse é o único interesse compartilhado por 100% das pessoas com acesso a internet.
Enfim, como não tem, vamos para nossas dicas esporádicas e não-profissionais.
Digamos que você stalkeia alguém no Twitter. Digamos que você fica feito um mané clicando no nome de cada pessoa para qual ela responde e assim acompanha conversas enfadonhas durante o serviço. Agilize o processo com o Hootsuite! Com Hootsuite dá pra ver rapidinho todo mundo que mencionou seu stalkeado. Facilita na hora de acompanhar conversas e ainda dá pra ver quem falou com ele e foi ignorado. Não querendo dar ideia errada, mas você pode ver quem anda dando em cima do seu namorado mesmo que ele não responda publicamente:


O Hootsuite ainda serve para objetivos mais nobres:
- Administrar mais de uma conta ao mesmo tempo (digamos que você tenha um Twitter seu, outro do seu blog e outro do seu emprego);
- Agendar tweet. Pra mim isso força um pouco a barra no sentido de não compreender a função do tal tempo real, mas é útil para quem trabalha em sites e precisa atualizar o Twitter no fim de semana, por exemplo. Se quiser, dá até para fazer rascunho de tweet, mas não me pergunte quem precisa fazer rascunho de um texto que é, por definição, tosco e curto;
- Tem um encurtador de url e um anexador de foto/arquivo dentro dele, logo, você não precisa entrar em um outro site para encurtar a url e de quebra deixa de ser uma daquelas pessoas chatas que coloca sites inteiros no Twitter;
- Publicar as atualizações do seu blog automaticamente no Twitter;
- Enviar a mesma mensagem para duas contas;
- Ajeitar sua página apenas com as informações que você de fato quer ver (suas listas, DMs e tal. Você escolhe exatamente o que aparece);
- Dá também para atualizar o Facebook através dele!
- Acessa o Twitter mesmo de computadores que bloqueiam o acesso ao Twitter.
Juliana Cunha

  
Todo mundo diz que Londres é uma das cidades mais complicadas de se achar uma moradia decente por um preço pagável, mas nunca pensei que o mercado imobiliário de lá estivesse complicado também para o lado dos passarinhos.
Cansados de verem as aves se digladiando pelos melhores lugares para construir seus ninhos, os artistas Bruce Gilchrist e Jo Joelson, do London Fieldworks, desenvolveram uma espécie de loteamento de pássaros com 250 casinhas montadas em esquema de hubs comunitários que lembram colmeias. O nome do projeto é tão lindo quanto ele: “Spontaneous City in the Tree of Heaven”.
Para ouvir: Bryan Ferry, Smoke Gets in Your Eyes
Juliana Cunha

Meu desejo de consumo dessa semana são essas roupas sóbrias para cachorro, porque o Palito é digno e não gosta de se vestir de cupcake para sair na rua. Se bem que ele tem uma roupa meio imigrante soviético…
A Rover Dog’s Shop é uma lojinha na Etsy que vende roupas para cachorro feitas por uma dona que detestava as roupas disponíveis, achava que não combinavam com a idade avançada dos cachorros dela.


Não conheço nada parecido no Brasil. A marca mais neutra e legal que o Palito usa é a Pickorrucho’s. O site não ajuda, mas eles têm modelos menos miguxos e tal, incluindo uma capa de chuva que eu quero muito comprar.
Quanto a mim, deixo a sobriedade para o cachorro – que é magro, phyno e tem pedigree. Eu mesma ficaria muito feliz se ganhasse essa mochila e esse tênis nada sóbrios:
 
Juliana Cunha


Le Blog de Betty: Meu problema com a Betty costuma se dar no âmbito dos sapatos (se bem que eu gostei desse) e dos esmaltes. Fora isso, é diva absoluta. Pensando seriamente em salvar essa foto no celular e usar como referência capilar no próximo corte (que, segundo os padrões da dignidade, deveria ter ocorrido há dois meses).
Natzfirefly: Natália Rosin postou uns cartazes lindos de Amélie Poulain feitos por Rafael Muller focando nos detalhes do filme.
Wolf and Willow: Esse blog sempre tem coisas bonitas. Dessa vez me apresentou pinturas de Danna Ray.
P.S. I made this: Tumblr que ensina costumizações de peças. Algumas bem cafonas, outras super legais.
Piscar de Olhos: Amei esse texto sobre Gisele Bündchen e as injustiças da vida.
Objetos de Desejo: Eu ainda não consigo ler o Objetos de Desejo sem lembrar que a autora original saiu de cena e tudo, mas o blog continua legal, sobretudo quando nos mostrar coisas como esse umidificador de ar do R2D2.
Design*Sponge: Primeiro blog de decoração que acompanhei na vida mostra como é feito um cartaz (lindo, por sinal) manualmente.
Advice For All My Children: A imagem que ilustra esse post veio desse tumblr de nome legal.
Lolita: Um dos melhores blogs de imagens ever.
Blog do Sakamoto: Exatamente o que eu penso sobre essa conversa fiada de novas tecnologias e trabalho.
Smaller: Várias coisas bonitas.
Lá em Casa: Acho o Lá em Casa um dos melhores blogs de revistas. Pena que seja tão pouco atualizado.
Bem Legaus: Tenho bastante constrangimento do nome desse blog e das finalizações de post (tipo, “velejantemente legaus”), mas eles postam coisas boas.
Faceout Books: Adorei a capa desse livro chamado “You’re a Horrible Person, But I Like You”. Vontade de dar de presente para algumas pessoas.
Studded Hearts: Blog muito útil para quem gosta de moda e não tem dinheiro para comprar muitas revistas. Eles costumam escanear os editoriais e fotos mais legais.
Caracteres com espaço: Heloisa Lupinacci dá a dica mais útil do mundo, sobre uma ferramenta que te dá outra música chiclete para você conseguir se livrar da que está te torturando.
Dona Margot: Uma ilustradora muito fofa que conheci essa semana.
Design You Trust: Ilustrações super legais de Max Dalton com bonequinhos recortáveis e montáveis em um churrasco de domingo.
NYT: Três sites que facilitam a checagem de informações!!!!
Fubiz: Papelaria zumbi.
André Setaro: Um dos melhores blogs de cinema, feito por um professor da UFBA com quem eu devia muito ter pegado uma eletiva quando pude.
Gizmodo: E, para terminar, o melhor da semana. Gizmodo mostra fotos de como as estátuas gregas eram quando foram feitas. Elas eram… Coloridas! Minha professora de estudos clássicos já havia dito isso, mas nunca tinha visto fotos. Ela me disse que é por isso que a gente sabe que os gregos representavam Homero como um cego: porque eles pintavam os olhos dele de branco.
Juliana Cunha
Uma vez eu falei para a Talita, minha guia espiritual em termos de bicicleta, que não dava para dizer que era seguro pedalar na Paulista se a Márcia Prado – ciclista que morreu atropelada na avenida em 2009 – era responsável, sabia as regras de trânsito e usava os equipamentos de segurança quando foi esmagada brutalmente por um ônibus. Ela me respondeu que, no mesmo dia, dois pedestres haviam sido atropelados há poucos quarteirões dali, só que as notícias sobre a Márcia tinham sido muito maiores.
Alguns dias depois da morte de Márcia, ciclistas amigos dela fizeram uma manifestação pedindo segurança no trânsito. Um policial disse que eles estavam atrapalhando o tráfego e que se houvesse uma passeata para cada atropelamento na Paulista, a cidade iria parar para sempre. Fico pensando que era exatamente isso que devia acontecer: a cidade deveria parar a cada atropelamento com morte.
De alguma forma, quando um ciclista morre ele ainda é identificado como uma pessoa que morreu, recebe um nome na matéria que trata de seu atropelamento, os outros ciclistas se sente pessoalmente atingidos e fazem uma homenagem, discutem a banalidade daquela morte. Já a morte do pedestre é citada como causa de engarrafamento.
Hoje mesmo Talita me mandou uma matéria do G1 que achei chocante, embora todo dia matérias iguais sejam publicadas. Ela falava sobre um atropelamento na Paulista. No entanto, o foco da matéria não é o atropelamento em si, o estado da vítima ou que exatamente causou o acidente, mas o fato de que o corpo estendido na pista prejudicou o trânsito. A vítima não tem nem nome e foi levada em estado grave ao hospital. Duvido que amanhã informem se morreu, se ficou aleijada.
Na minha opinião, seria uma questão ética que a morte (ou quase morte) de uma pessoa fosse o centro da matéria, nunca, jamais, um detalhe de tráfego. Até porque engarrafamento em São Paulo é não-notícia. Notícia não é quando o cachorro morde a pessoa, mas quando a pessoa morde o cachorro. Tem engarrafamento em São Paulo todo santo dia, ninguém precisa ler o G1 para saber disso. Ok, também tem atropelamento todo santo dia, mas, se vamos dar essa não-notícia, que ela seja pro lado das pessoas, não dos carros.
Como ninguém se sente pedestre – embora todo mundo seja! – não haverá manifestação alguma, lembrança alguma. Esse apagamento dos detalhes, do nome, virtualiza o problema. Márcia tem um nome. Eu nunca tinha andando de bicicleta na Paulista e já sabia o nome dela, logo, já sabia que se eu morresse ali haveria um precedente. Não saber o nome do pedestre, não sentir nenhuma empatia por ele nos causa uma impressão de conforto, quase como se o ônibus não estivesse virando a cinco centímetros do nosso nariz naquela maldita esquina da Onofre.
Juliana Cunha


Da última vez em que estive em Salvador, me vi sentada na praça de alimentação do shopping com L.T reparando em como “os blogs de moda chegaram a Salvador”. Porque parece isso mesmo, parece que há dois anos ninguém por lá conhecia/queria conhecer blog de moda e, do nada, virou algo relevante para a classe média de vinte anos. Do dia para a noite as meninas começaram a carregar a bolsa no antebraço para não desequilibrar a silhueta (???), sabe?
Salvador costumava ser, como definiu minha às vezes muito esperta amiga Lara, uma cidade de modinhas regionais. “Agora está todo mundo usando rasteirinha de laço, ebá”. E você pegava um avião, chegava na Paulista e não via uma única rasteirinha de laço. Não que a cidade fosse regida pelo bom gosto (not, not, not!!), mas pelo menos era regida por um gosto próprio.
Virou senso comum que a roupa precisa combinar com a pessoa, com o clima, com o lugar. Pois deveriam acrescentar que ela precisa também combinar com a cidade.
Esse ano foi a primeira vez que eu cobri as semanas de moda (São Paulo e Rio) e gostei tanto de como as marcas cariocas são autocentradas, autoreferentes. Na verdade, são até meio repetitivas em seu amor ao Rio, reconheço, mas esse “bairrismo” vestual é necessário, senão São Paulo vem e uniformiza a coisa toda dentro do que funciona (e nem sei se funciona) pra ela.
Não que Salvador esteja fadada a rasteirinha e short. Claro que não. Não sou estilista nem tenho condições de elaborar o que seria bom para Salvador, mas sei que a marca mais legal (na minha opinião) do Brasil entre as que a gente pode (com esforço) comprar é a Osklen, que faz uma moda completamente coerente com a cidade de onde ela vem sem se restringir ao elementar.
Combinar com a cidade não é, repito, apenas combinar com o clima da cidade. As cidades têm características próprias, tanto de estilo quanto sociais. Assim como é brega se vestir em São Paulo como se você estivesse em Milão, é brega usar Louboutin em Recife (e que me perdoe ou não a pessoa que posta foto de sola vermelha em Recife). A cidade não pede isso. Em São Paulo eu já acho meio muito a pessoa, sei lá, andar na Consolação de sola vermelha, quanto mais.
Acontece que São Paulo tem divisões espaciais e sociais bem mais claras e, se é feio andar na Consolação, em outros lugares já me parece tranks. Salvador-Recife-Rio não têm esse tipo de divisão tão marcada, o que necessariamente deveria se traduzir nas roupas das pessoas. Se os ricos não estão fisicamente isolados dos mais pobres e mais classe média, não me parece elegante erguer um muro feito de it bag no antebraço.
Não se trata de uma questão de moralismo aplicado ao preço da sua roupa, algo como “oh, com essa taxa de desemprego, como a pessoa pode comprar uma bolsa cara”. Ao contrário do que nossas mães ensinaram, a comida não automaticamente se desloca da nossa barriga para a barriga dos famintos e, se você deixar seu dinheiro no banco, comprar uma passagem para Dubai ou um Louboutin isso não fará a menor diferença para os desabrigados. A minha questão aqui é estilística, não moral. A marca que fiz questão de citar – a Osklen – é cara.
Deslocando o exemplo para outro contexto, se você aparecer em uma universidade pública com uma mochila que custou mil reais ninguém vai dar a mínima. Afinal, é uma mochila, pode ter sido cara, mas conversa com aquela realidade (claro que estou falando de uma mochila de gente, não de uma parada com bordados de Swarovski. Nesse caso, o que escandalizaria seria o Swarovski, não a mochila). Agora, se você aparece na mesma faculdade com uma Louis Vuitton vai ser cafona. Pelo menos eu super acho que vai.
Por mim, cancelavam a remessa de Vogue e Elle de Salvador e bloqueavam o acesso a qualquer blog de moda que não fosse produzido por lá. Isso até o pessoal entender que essa coisa de novas tecnologias rompendo barreiras geográficas não deve ser levada ao pé da letra.
Juliana Cunha


Só para avisar que eu ainda estou ocupada me deprimindo, mas hoje foi um dia legal porque eu fiz um trabalho que foi aceito assim, de primeira, sem correções, e a pessoa que encomendou ainda usou gifs animados para dizer que estava ótimo.
Eu sou uma pessoa que nutre ódio mortal por editores lacônicos e acha que ninguém – eu disse ninguém – tem direito de enviar e-mails que te deixem entender que o seu trabalho é um lixo sendo que ele não é (e a própria pessoa que faz isso coloca a sua matéria na capa do caderno dela, ou seja, a louca não sou eu).
Editores loucos do prazo? Trabalhamos com. Editores que te explicam didaticamente porque sua matéria não está boa e mandam refazer trinta vezes? Trabalhamos com. Editores que respondem com “Ok, recebi” e te deixam sem saber sequer o que ele achou da matéria? Ok, recebi seu dinheiro e não preciso mais trabalhar com.
Como eu sou uma pessoa assumidamente rancorosa, fico feliz em saber que um desses editores foi enviado para uma editoria nada a ver (eu digo nada a ver mesmo, a Sibéria do jornalismo) e o outro conseguiu reduzir em quatro vezes o número de acessos do site onde trabalha (quer dizer, trabalhar não é o forte da pessoa em questão, mas, vocês entenderam, o site que paga o salário dela). Gente, na minha terra uma pessoa que pega os seus 4.000 acessos diários e transforma em apenas 1.000 acessos diários sendo que foi contratada para fazer o exato oposto é presa. Beijos.
Juliana Cunha


Provando que filho de peixe peixinho é, a filha da designer Goran Patlejch refez com fofura as capas de disco dos Beatles. Para quem gosta de botons, acho que esses ficariam lindos.
Coloquei essa imagem para comemorar o fato de que ontem joguei Beatles Rock Band pela primeira vez! Não dou a mínima para nenhum jogo de Playstation, só para esse. Queria tanto o kit oficial com todos os instrumentos!
Juliana Cunha

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Juliana Cunha
Winner of the Zelda Fitzgerald
Emotional Maturity Award.
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